sexta-feira, abril 29, 2005

Essa gente não aprende...


Definitivamente há algo em São Paulo que não dá liga comigo. A torcida paulistana que foi assistir a Brasil e Guatemala (em festa da Globo) rasgou a enorme bandeira com a logomarca da empresa, xingou Galvão Bueno e Casagrande, gritou pelo SBT e fez coros ofensivos aos anfitriões. Uma das especialidades do brasileiro, odiar tudo o que mais ama. Um dos países mais americanizados do mundo é também um dos mais anti-americanos. A emissora que todos assistem é também – e por isso mesmo – o que há de mais maligno no país. Depois de toda a celeuma da prisão do arianíssimo Desábato, Grafite ainda não conseguiu se livrar do racismo. A cena já é conhecida: atiraram ao campo uma banana com os dizeres “Grafite – Macaco”. A única diferença é que dessa vez não houve argentino pra pagar o pato. Foram os próprios brasileiros (aliás, paulistanos) os autores da fofura. Romário teve que se despedir longe do seu Rio, cidade que, uma semana antes, era só apoio a Grafite (em forma de faixas da torcida, no Maracanã).

O interessante é que, fosse tudo isso em qualquer outra cidade, seria atribuído ao atraso econômico e cultural dos jecas locais. São Paulo é, para muitos paulistanos, uma ilha de excelência rodeada por um mar de gente feia, mal-educada e inculta. Pra mim, às vezes, apenas às vezes, São Paulo é uma ilha de gente grotesca, mal-educada, inculta e arrogante. E pra mim há poucas coisas mais nojentas do que gente que consegue ser burra e arrogante ao mesmo tempo.

E não, não estou generalizando. Conheço muita gente boa de São Paulo, mas não me engano mais. São minoria. Minorias são sempre a melhor parte de qualquer coisa.